
O ambiente de trabalho: uma cabine de dj. As ferramentas de gestão: dois pratos e uma mesa de mistura. O público-alvo: urbano e impertinente. O elemento principal: a música. Mistura-se um background com muita experiência e provas dadas, a nível de djing e produção, e o resultado é este: Magazino.
Magazino é o nome deste projecto, cujo mentor se dá a conhecer sob a forma de dj sets, que nos levam em viagens para destinos inebriantes e dançáveis, numa fusão melodiosa de vários estilos, que bebe influências de house, minimal, algum neo disco, ou até mesmo old school Detroit techno. O projecto transparece algumas das últimas vanguardas artísticas, com foco evidente na música, e pode ser comparado a quem lê as notícias num jornal diário.
O responsável do Magazino apresenta-se sempre em traje executivo. A opção por este traje não é despropositada. Para ele, o trabalho é na cabine de som. A tarefa é exigente, mas este profissional cumpre o seu serviço, sozinho ou em equipa. Por vezes, o Magazino recruta reforços para tarefas árduas e é provável que encontrem, não um, mas, dois profissionais na cabine, formando uma equipa de verdadeiros executivos de sucesso que nunca perdem a pose, nem despem o fato.
Com uma ampla experiência a nível musical, o currículo Magazino soma diversas formações técnicas, actuações e produções a nível nacional e além fronteiras.
As cidades pediam um projecto musical assim.
Magazino é um alter-ego de Del Costa. Dj desde o início dos anos 90, iniciou a sua carreira no antigo Clubíssimo, em Setúbal. A partir daí conta no seu currículo com actuações um pouco por todo o território nacional e é dos djs portugueses que, nos últimos anos, mais tem levado a mala de discos a viajar pelo mundo, contando com actuações em festivais como o importante Sonar ou o mítico Monegros, bem como em prestigiados clubes como Rex e Batofar (Paris), Sundaysonic (Londres), D-Edge (São Paulo), Niceto (Buenos Aires), Flokati (Munique), Prozac (Cracóvia), Q-Club (Zurique), Propaganda (Moscovo), Le Club (Valência), Kef (Edimburgo), Silo (Bruxelas), Tropical (Los Angels), Bump (Boston), P.V. Club (Sibéria) ou, entre muitos outros, Moog e La Terraza, em Barcelona, cidade onde vive desde o início de 2006 e onde se encontra a tirar Engenharia Áudio, curso que acumula com o djing um pouco por todo o mundo.

Vasco Fortes
Desde cedo um divulgador da música que ia conhecendo, tentando passar ao próximo a mensagem contida nas estrias do seu último vinil. Ávido coleccionador de música gravada em formato analógico desde as primeiras visitas a lojas onde se encontrou com Carl Craig, Arthur Russell, Kraftwerk e Art of noise.
Sempre influenciado pela cena musical algarvia, por este ser o local onde vive é acreditando na música como meio de comunicação universal que segue o caminho, explorando os sons e as pessoas.
A sua experiência fê-lo apurar o processo de selecção e apresentação da sua música e em cada sessão de dj tenta cativar e surpreender o público, usando e abusando da sua colecção..
Da euforia dos clubes e festivais internacionais, a pequenos bares e restaurantes de luxo, ou até às experiências sónicas possibilitadas pelas festas de praia no sul de Portugal, ao todo são quase vinte anos de residências, programas de rádio, passagens por academias e workshops, lojas de música e estúdios de produção.
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